Arquivo para sorriso

Posted in Devaneios with tags , , , , , , , on 17/setembro/2013 by Ernesto de Souza

Ao sair do quarto, reparou ao lado da porta um cesto de lixo transbordando folhas de papel amassadas, pegou uma folha que estava fora do cesto, desamassou, leu, sorriu, dobrou carinhosamente, guardou no bolso de traz da calça jeans. Uma última lembrança.

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O Retrato de Dorian Gray

Posted in Citações with tags , , , , , , , on 6/janeiro/2013 by Ernesto de Souza

Quero que ensine-me um feitiço para que ‘Sibyl Vane’ me ame! Quero causar ciúmes a Romeu. Quero que os apaixonados mortos do mundo ouçam os nossos risos e sofram. Quero que o nosso suspiro de paixão lhes anime o pó e restitua a consciência às cinzas.”

Oscar Wilde

Ligeiramente Grávidos (2007)

Posted in Citações with tags , , , on 15/outubro/2012 by Ernesto de Souza

“O sorriso das crianças, contrasta com a nossa eterna insatisfação.”

Minha Cúmplice, Minha Irmã, Minha Amante.

Posted in Citações with tags , , , , on 3/outubro/2012 by Ernesto de Souza

“E eu que ri quando te espiei
cantarolando em frente ao espelho
a menina mais bonita
com quem eu já feri meus ingênuos olhos provincianos.”

Jair Naves

Talvez pela última vez…

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19/setembro/2012 by Ernesto de Souza

Ela subiu as escadas com a mesma lentidão que o dia se passou, merecia um descanso. Ligou a torneira com a mão direita, enquanto a mão esquerda salpicava sais de banho, lentamente a banheira foi se completando de água e espuma.

Encarou o espelho, no fundo de seus olhos, a última vez que se encarou assim, havia maquiagem borrada e gosto de cinzas.

Despiu-se e admirou seu corpo frente ao espelho, estava contente com ele apesar de “fora dos padrões”, um sorriso, mais uma comprovação de que ela era a exceção á regra.

Vestiu seu roupão, desceu as escadas, agora descalça não ouvia o som do seu salto alto na madeira.

Serviu uma taça de vinho pela metade, descansou a garrafa sobre o balcão, olhou ao redor e não havia louças na pia, outro sorriso, completou a taça com o líquido escarlate.

Subiu novamente as escadas, faltava apenas um detalhe, dentre sua coleção de discos escolheu um com a capa vermelha, colocou-o para tocar e enquanto o cantor balbuciava palavras tristes se despiu de seu roupão, desligou a torneira e mergulhou seu corpo todo até o pescoço dentro da banheira.

Ouviram-se passos na escada, ainda era cedo para ele estar em casa, levantou-se e vestiu seu roupão sem se secar, quando esticou o braço para parar a música a porta do banheiro foi aberta com força, um olhar desconhecido em um rosto familiar, uma arma apontada em sua direção, um estampido e uma marca rubra em seu roupão branco.

Outro mergulho, desta vez involuntário, desta vez a cabeça afunda na água, pequenas bolhas de ar saem de seu nariz, seus olhos se fecham lentamente e a escuridão toma conta.

Os olhos tentam abrir, encontram a resistência da água, instintivamente sua cabeça sai debaixo d’água, sua respiração ofegante tenta repor o oxigênio perdido.

No horário de costume ele chega e a encontra sentada na borda da banheira, com a cara de assustada, pisando em cacos de vidro e com o roupão manchado a altura do coração.

Aproxima-se dela, se abaixa e beija seus lábios frios e úmidos como se fosse a última vez que pudesse tocá-los.

Silencioso

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , on 8/abril/2012 by Ernesto de Souza

O quarto era escuro, mas era possível ver claramente seu sorriso, a luz da lua ou de alguma iluminação artificial.

Ele colocou o indicador em sua testa e correu pelo seu rosto, seus lábios, seu pescoço. Podia ouvir ao longe o eco das batidas do seu coração.

Ele envolveu seus braços naquele corpo frágil que tremia disfarçadamente, a virou e desceu junto com o zíper do vestido, subiu deslizando em suas costas, parou em seu pescoço, a desvirava sem descolar seus lábios da sua pele macia.

Ela deixou seu vestido cair no chão e se deitou, ele tirou a camisa, se aproximou, beijou sua barriga, subiu passando por entre seus seios, e novamente parou em seu pescoço.

Ela moveu as pernas, seu salto alto lhe arranhou levemente, e com as pernas o prendeu e o apertou contra seu corpo, de onde ele nunca deveria ter saído.

Se eu não consegui dormir, então não pode ser um sonho…

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , on 16/novembro/2011 by Ernesto de Souza

Ele estava sentado na cama, com seus pés descalços tocando o chão frio, os cotovelos apoiados nos joelhos, o cigarro em seus dedos queimava sem ser levado a boca. Na mesa a sua frente o gelo do copo derretia tornando a bebida suave de mais para aquele momento. Ao lado do copo o celular vibrava e o som da vibração sobre a madeira parcialmente destruída por cupins, era uma mórbida trilha sonora.

Abaixo do cabelo despenteado um olhar sem foco, abaixo do olhar sem foco uma boca seca, abaixo da boca seca uma camisa amassada pela tentativa de dormir algumas horas antes.

E quando o cigarro imóvel estava prestes a queimar seus dedos, a porta se abriu, a luz invadiu o quarto ofuscando temporariamente sua visão, o cigarro caiu no chão de madeira já apagado e em cinzas.

A porta se fechou, a escuridão novamente tomou conta do quarto, e quando recuperou sua visão, ele estava deitado em sua cama sendo beijado sem delicadeza, sua camisa amassada agora estava jogada no chão ao lado de um vestido que não estava ali quando ela chegou.

E aquela mistura de beijos e abraços, e o toque da sua pele clara por falta de sol, contrastando com a maciez da pele dela, aquele momento pele com pele, poderia ter passado minutos ou horas, ele nunca saberia precisar.

Ela se levantou, não se vestiu, caminhou até a mesa, pegou a garrafa com o resto da bebida e tomou em apenas um gole, devolveu a garrafa agora vazia e caminhou até a porta.

Com um sorriso tímido no rosto, ele a observava caminhar, e quando saiu do quarto deixando a porta entre aberta, ele sentiu no sangue que seu coração ligeiramente bombeava com menos velocidade que minutos atrás, a certeza de que ela voltaria.

Posted in Devaneios with tags , , , , on 15/outubro/2011 by Ernesto de Souza

Quando te vi, o Sol apareceu, as nuvens se dissiparam e a chuva cessou, e a mudança climática causada pelo seu sorriso me poupou as palavras.

Sempre pedirei bis…

Posted in Poesia with tags , , , on 29/setembro/2011 by Ernesto de Souza

Sou apaixonado pelo seu olhar…

Gosto tanto do seu sorriso.

Fico louco com seu cheiro.

Gosto do toque na sua pele.

Amo o sabor do seu beijo.

Gosto do seu gosto,

E as formas do seu corpo.

O que quero dizer é que…

Eu gosto de você.

Posted in Devaneios with tags , , , on 4/setembro/2011 by Ernesto de Souza

O som do seu sorriso antes de dormir.