Arquivo de relogio

Três horas da manhã

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 7/outubro/2013 by Ernesto de Souza

03:00 AM

Noites de sono são raridades.

Insônia X Pesadelo.

Essa noite ele dormiu, e ela veio visitá-lo, mas não veio sozinha.

Disse que estava feliz, queria ele ser a razão de sua felicidade.

Acordou, sentou na cama.

Sensação de vazio.

Colocou os óculos, olhou para o relógio.

Já algumas semanas, quando consegue dormir acorda neste mesmo horário.

Sair este horário?

A madrugada reserva monstros lá fora.

Piores que os monstros do meu espelho?

03:00 AM

Os portões do inferno estão abertos.

Deixai toda esperança ó vós que entrais.

A esperança é a única que morre.

Posted in Devaneios with tags , , , , , , on 18/setembro/2013 by Ernesto de Souza

Muitos goles da mesma bebida em um curto espaço de tempo, o estômago já começava a dar sinais de cansaço.

Olhou para o relógio, já não havia mais transporte coletivo, apenas algumas quadras até a sua casa, andar não seria um obstáculo.

Última Chamada Perdida.

Posted in Poesia with tags , , , on 28/dezembro/2011 by Ernesto de Souza

Ele levantou, caminhou até a mesa e olhou para o relógio, a ausência do tic tac mostrava que ele não poderia confiar no horário que era mostrado.

– Sempre domingo a tarde.

Ele pega o celular, trinta e duas chamadas não atendidas. O celular vibra, o visor mostra um número que não consta na agenda, mas que ele sabe a quem pertence.

– Quê?

– Como você está?

– Agora importa?

– Sempre importou…

– Não me importo.

– Você sempre na esquiva não é?

– Estou aprendendo a me defender.

– Você poderia me convidar para sair…

– Você continua a mesma.

– Ah, vai ser legal…

– Quando eu quiser fazer algo legal eu te ligo, ok?

– Espere…

Um arremesso, e ele nunca soube o final da frase.

Preferiu caminhar em direção ao vulto atrás da porta entreaberta.

E Se Não For Ela?

Posted in Poesia with tags , , , , , , on 18/julho/2010 by Ernesto de Souza

Quando a vi, ela estava ali parada, encostada no poste, acho que esperava o ônibus.

Será que ela seria “ela”?

Ela olha para um lado e para o outro, e depois para o relógio, bate o pé, mas não sorri.

Se ela revelasse seu sorriso eu teria certeza.

E se não for ela?

E se for apenas uma miragem?

E se…? E se…? Chega!

Corro na direção dela, atravesso a rua sem olhar para os lados, ouço as buzinas, mas não vejo os carros, só a vejo cada vez mais perto.

Pulo no pescoço dela, e a beijo de uma forma tão apaixonada que nem acredito que tive coragem.

Enquanto penso: “E se não for ela?”.

Ouço: “Porque demorou tanto para atravessar a rua e me beijar?”.

Abro os olhos.

E ela continua lá do outro lado da rua.

Olhando para os lados e depois para o relógio enquanto bate o pé.

E não sorri.

Ah se ela sorrisse, ai sim eu teria certeza.