Arquivo para luz

Silencioso

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , on 8/abril/2012 by Ernesto de Souza

O quarto era escuro, mas era possível ver claramente seu sorriso, a luz da lua ou de alguma iluminação artificial.

Ele colocou o indicador em sua testa e correu pelo seu rosto, seus lábios, seu pescoço. Podia ouvir ao longe o eco das batidas do seu coração.

Ele envolveu seus braços naquele corpo frágil que tremia disfarçadamente, a virou e desceu junto com o zíper do vestido, subiu deslizando em suas costas, parou em seu pescoço, a desvirava sem descolar seus lábios da sua pele macia.

Ela deixou seu vestido cair no chão e se deitou, ele tirou a camisa, se aproximou, beijou sua barriga, subiu passando por entre seus seios, e novamente parou em seu pescoço.

Ela moveu as pernas, seu salto alto lhe arranhou levemente, e com as pernas o prendeu e o apertou contra seu corpo, de onde ele nunca deveria ter saído.

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Pinhais – Crepúsculo – 11/03/2012

Posted in Fotos with tags , , , on 12/março/2012 by Ernesto de Souza

Foto: Céu de Pinhais/PR ao entardecer de domingo.

Por: Michele Padua

Se eu não consegui dormir, então não pode ser um sonho…

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , on 16/novembro/2011 by Ernesto de Souza

Ele estava sentado na cama, com seus pés descalços tocando o chão frio, os cotovelos apoiados nos joelhos, o cigarro em seus dedos queimava sem ser levado a boca. Na mesa a sua frente o gelo do copo derretia tornando a bebida suave de mais para aquele momento. Ao lado do copo o celular vibrava e o som da vibração sobre a madeira parcialmente destruída por cupins, era uma mórbida trilha sonora.

Abaixo do cabelo despenteado um olhar sem foco, abaixo do olhar sem foco uma boca seca, abaixo da boca seca uma camisa amassada pela tentativa de dormir algumas horas antes.

E quando o cigarro imóvel estava prestes a queimar seus dedos, a porta se abriu, a luz invadiu o quarto ofuscando temporariamente sua visão, o cigarro caiu no chão de madeira já apagado e em cinzas.

A porta se fechou, a escuridão novamente tomou conta do quarto, e quando recuperou sua visão, ele estava deitado em sua cama sendo beijado sem delicadeza, sua camisa amassada agora estava jogada no chão ao lado de um vestido que não estava ali quando ela chegou.

E aquela mistura de beijos e abraços, e o toque da sua pele clara por falta de sol, contrastando com a maciez da pele dela, aquele momento pele com pele, poderia ter passado minutos ou horas, ele nunca saberia precisar.

Ela se levantou, não se vestiu, caminhou até a mesa, pegou a garrafa com o resto da bebida e tomou em apenas um gole, devolveu a garrafa agora vazia e caminhou até a porta.

Com um sorriso tímido no rosto, ele a observava caminhar, e quando saiu do quarto deixando a porta entre aberta, ele sentiu no sangue que seu coração ligeiramente bombeava com menos velocidade que minutos atrás, a certeza de que ela voltaria.

Posted in Devaneios with tags , , on 31/outubro/2011 by Ernesto de Souza

Ela se despediu dele e entrou, foi direto para seu quarto. Deitou-se e apagou a luz, o quarto estava vazio de companhia, mas cheio de lembranças.

Seria tudo um sonho?

Posted in Poesia with tags , , , , , on 14/julho/2010 by Ernesto de Souza

E no fim estávamos apenas nós dois, sozinhos no quarto escuro, o filme ainda rodava, mas não recebia a devida atenção.

Os lábios se tocaram por horas sem que ninguém percebesse o tempo passar.

Mas ele passou, e era hora de ir.

Então aquele ritual de acender a luz se recompor e então sair do quarto, trouxe a sensação de que estávamos saindo de um sonho, não havia ninguém na rua, apenas a brisa caindo sobre o nosso abraço.

Ela insiste em dizer que o melhor de tudo isso é que não foi um sonho, que foi tudo muito real.

Me belisca para ter certeza que tudo isso realmente aconteceu?

Pois eu ainda acho que vou acordar a qualquer momento.

O Sol de Cada Manhã

Posted in Poesia with tags , , , on 22/março/2010 by Ernesto de Souza

Ninguém imaginava que eu conseguiria um novo motivo para levantar a cada manhã.

Sempre procurei alguém por quem meus olhos brilhem, mas foram os olhos dela que brilharam refletindo a luz do sol.

Eu não precisava de um nome, pois eu tinha uma imagem, e eu sabia que esta imagem não sairia da minha mente tão fácil.

Posted in Livros with tags , , , , , , on 22/fevereiro/2010 by Ernesto de Souza

As luzes passam, as pessoas passam, a vida segue e eu continuo aqui parado. Meus pensamentos passam, mil coisas passam, mas você não passa. Estico os braços, mas não posso te tocar, mas tento. Tento fugir dos olhares, tento correr para longe, para perto, mas cada vez mais longe.

No Palco

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , on 9/fevereiro/2010 by Ernesto de Souza

No palco somos atores. E atores não fingem sentimentos, atores sentem os sentimentos dos outros e os transmitem, e ás vezes os próprios atores acreditam nestes sentimentos.

Um convite bastou para que eu entrasse em seu mundo de fantasia… Mas minha vida não é um romance e sim um drama que nem eu entendo. Talvez por isso aquele abraço no palco com o teatro vazio, depois que as luzes se apagaram e a cortina se fechou, me marcou tanto, porque ali não era eu, era quem eu gostaria de ser.