Arquivo de danca

Cheiro

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , on 17/novembro/2013 by Ernesto de Souza

Adoro sentir seu cheiro com os lábios próximos a sua pele.

É assim que começa a noite, sentindo seu cheiro com meus lábios próximos a sua mão, quando te convido para me acompanhar nesta dança.

É assim que começa a noite, sentindo seu cheiro com meus lábios próximos a seu pescoço durante a dança.

É assim que começa a noite, sentindo seu cheiro com meus lábios próximos a seu ouvido quando te convido para irmos a outro lugar.

É assim durante toda a noite, sentindo seu cheiro com meus lábios percorrendo todo seu corpo.

E é assim ao fim da noite quando sinto seu cheiro com meus lábios próximo ao meu lençol.

Meu lençol não é você, mas te pertence como tudo que a em mim.

Jumanji

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20/setembro/2013 by Ernesto de Souza

A música era boa, mas não vencia o volume dos risos das pessoas que queriam aparecer.

Jogue os dados.

Por entre as pessoas um par de olhos ilumina o caminho, ao lado uma cadeira vazia.

Avance cinco casas.

Sentou, pediu uma bebida.

Avance uma casa.

Aproximou-se e elogiou sua beleza, ela sorriu balançando a cabeça negativamente.

Volte duas casas.

Assopre os dados antes de jogar.

Se me conceder está dança te pago uma bebida. Não é chantagem, é proposta.

Avance três casas.

Durante a dança, sussurrou no ouvido dela o desejo de beijá-la.

Antes de responder a música acabou, trocaram de par.

Passe a vez.

Tentou não perdê-lá de vista por entre os casais rodando.

Volte duas casas.

Voltou para o balcão do bar, onde as bebidas esperavam.

Dado viciado.

Ela voltou, mas não sentou. Disse estar de saída, levou com ela a bebida.

Perde tudo.

Ele observa em cima do balcão, um guardanapo com um telefone.

Continue…

A Festa Acabou…

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , on 18/julho/2011 by Ernesto de Souza

Ele caminhava por uma rua movimentada, muitas pessoas passavam por ele.

Algumas pessoas riam, ele tentava buscar na memória um motivo para sorrir.

– Apenas um, já seria suficiente…

Lembrou de um, não necessariamente que o fizesse sorrir, uma vez uma amiga disse para que quando estivesse triste olhasse para o céu.

Desacreditado arriscou um olhar, mais por impulso do que por curiosidade.

De relance viu um ponto azul no meio da noite.

Parou e voltou a olhar tentando focar a visão.

Por entre os enormes prédios cor de cimento descia um pequeno e frágil balão de aniversário azul.

Como se acabara de ser congelado pelo frio daquela noite, ele ficou ali parado com o pescoço para cima, observando o ponto azul crescer em sua direção.

Ele acompanhou cada movimento, cada rota diferente que o vento o fazia tomar, até esqueceu que todas elas levavam para o mesmo lugar: o chão.

Ele foi abaixando o pescoço e viu o pequeno balão sumir entre as pessoas que caminhavam.

– A inevitável queda…

Mas entre as pessoas ao longe o balão novamente ganha os céus.

E dança majestosamente com vento até novamente aterrissar na calçada.

Agora ele consegue ver o pequeno balão de aniversário azul descansando na calçada.

E dessa vez com o bico do sapato, um senhor idade da inicio a um novo vôo.

– Desistir jamais…

Quando belas moças sorridentes se aproximaram do ponto onde novamente o balão descançava, ele pensou que continuaria a voar, mas estava enganado.

Um estouro surdo ecoou pela rua escura.

Em meio a risadas e conversas na calçada, a morte certa.

Ele abaixou a cabeça e continuou caminhando.

A festa acabou.

Longe? Amanhã não me preocuparei em acordar.

Posted in Poesia with tags , , , , on 28/junho/2011 by Ernesto de Souza

Eu vi quando ela passou, mesmo que não tenha levantado os olhos.

Deixei por conta do destino, apesar de nunca ter confiado nele.

O tempo passou, as pessoas passaram e eu me vi ali ao seu lado.

A música tocou e dançamos.

Mas dançamos sem se preocupar com a música.

Até que a música cessou.

E ficamos por alguns segundos olhos nos olhos.

O suficiente para uma boa noite de sono.

Mesmo preferindo aquele abraço a meus inúmeros cobertores.