Posted in Devaneios with tags , , , , , , on 27/setembro/2013 by Ernesto de Souza

Sensação eterna de frio na barriga.

Jumanji

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20/setembro/2013 by Ernesto de Souza

A música era boa, mas não vencia o volume dos risos das pessoas que queriam aparecer.

Jogue os dados.

Por entre as pessoas um par de olhos ilumina o caminho, ao lado uma cadeira vazia.

Avance cinco casas.

Sentou, pediu uma bebida.

Avance uma casa.

Aproximou-se e elogiou sua beleza, ela sorriu balançando a cabeça negativamente.

Volte duas casas.

Assopre os dados antes de jogar.

Se me conceder está dança te pago uma bebida. Não é chantagem, é proposta.

Avance três casas.

Durante a dança, sussurrou no ouvido dela o desejo de beijá-la.

Antes de responder a música acabou, trocaram de par.

Passe a vez.

Tentou não perdê-lá de vista por entre os casais rodando.

Volte duas casas.

Voltou para o balcão do bar, onde as bebidas esperavam.

Dado viciado.

Ela voltou, mas não sentou. Disse estar de saída, levou com ela a bebida.

Perde tudo.

Ele observa em cima do balcão, um guardanapo com um telefone.

Continue…

Posted in Devaneios with tags , , , , , , on 18/setembro/2013 by Ernesto de Souza

Muitos goles da mesma bebida em um curto espaço de tempo, o estômago já começava a dar sinais de cansaço.

Olhou para o relógio, já não havia mais transporte coletivo, apenas algumas quadras até a sua casa, andar não seria um obstáculo.

Posted in Devaneios with tags , , , , , , , on 17/setembro/2013 by Ernesto de Souza

Ao sair do quarto, reparou ao lado da porta um cesto de lixo transbordando folhas de papel amassadas, pegou uma folha que estava fora do cesto, desamassou, leu, sorriu, dobrou carinhosamente, guardou no bolso de traz da calça jeans. Uma última lembrança.

Quando o Sol se pôr…

Posted in Fotos with tags , , , on 16/setembro/2013 by Ernesto de Souza

2013-09-15 17.44.35

Os Sofrimentos de Werther

Posted in Citações with tags , , on 27/agosto/2013 by Ernesto de Souza

Como é agradável poder sentir os prazeres simples do homem, que põe na mesa a couve que ele próprio plantou, e não somente saboreia as hortaliças, mas também os dias alegres e as manhãs formosas em que ele as cultivou, as tardes amenas em que  as regou, e mais a alegria com que as viu crescer; – e tudo isso vendo na mesa novamente goza.

Johann Wolfgang Von Goethe

Solo Sagrado

Posted in Fotos with tags , , , , on 16/agosto/2013 by Ernesto de Souza

Solo Sagrado

Solo Sagrado de Guarapiranga – SP

Bárbara

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , on 13/junho/2013 by Ernesto de Souza

Por causa dela, já não faço mais barba,

Bárbara…

Em um beco da cidade, vejo uma criança brincando com uma boneca sem cabeça,

Barbie.

A frente um boteco sujo, me identifico e entro.

Bar.

Peço uma dose, em um gole só o líquido…

Acaba.

Na parede um quadro com um desenho de uma ave.

Arara.

Amigo, outra dose.

Acaba.

A cachaça, não a dor.

Acho que se seu nome fosse Bárbara,

Amor.

Você não seria tão…

Bárbara.

Posted in Devaneios, Filmes with tags , , , , , , , , , on 31/maio/2013 by Ernesto de Souza

Me busque e me leve ao bosque.

Anjo Bêbado

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/maio/2013 by Ernesto de Souza

O sinal tocou e o tirou da sua meditação durante a aula de “Teorias…” de alguma coisa, então recolheu seu caderno, que havia apenas rabiscos e desenhos no lugar das anotações da matéria, e saiu da sala caminhando rápido pelos corredores do campus na expectativa de não encontrar com ninguém.

Entrou no ônibus e sentou, pois a viagem era longa, se fosse curta preferiria ficar em pé durante o trajeto, olhou ao redor e havia muitas pessoas em pé, o ônibus estava lotado com exceção ao banco ao seu lado, chegou até a olhar para o chão para verificar se não havia pisado em algum vômito, confirmou que o que afastava as pessoas era apenas sua áurea negativa.

Alguns quilômetros depois o ônibus parou em um ponto e ele sentiu o cheiro azedo de álcool fermentando no estômago e depois transformado em hálito. Olhou na direção a porta e entrava um senhor idoso, moreno, com a barba branca por fazer, um gorro de lã e um olhar baixo, a conclusão de onde ele sentaria não exigiu muito esforço.

Não bastava o cansaço e a sensação de vazio que ele carregava no seu coração, o que fez entender a existência de suicidas, era necessário que um bêbado senta-se ao seu lado e puxasse conversa.

O bêbado perguntou sua data de nascimento, e ele disse o dia e o mês, mas poderia ter dito “semana que vem”, o bêbado se mostrou astrólogo e começou a recitar as qualidades do signo de gêmeos, perguntou o que ele estudava: Administração parece ser algo importante para as pessoas antigas, então o bêbado contou que o pai de seu filho Ivan (em homenagem ao imperador-herdeiro da Rússia Ivanovich, morto pelo próprio pai, o terrível) era do mesmo signo e trabalhava na mesma área: ainda havia uma esperança.

O bêbado afirmou ser músico, e disse que ensinou um amigo geminiano a tocar violão, o qual tocava bem apesar de ser mecanizado e não saber o que fazer sem ter uma partitura na sua frente, e inclusive foi este amigo que conseguiu dinheiro tocando e presenteou o bêbado com seu primeiro violão elétrico.

O bêbado o colocou em xeque ao perguntar do que gostava de fazer, e ele já considerava o bêbado um amigo, e respondeu “teatro”, e o bêbado disse ser responsável pela trilha sonora (ele era músico), de várias peças teatrais de vários teatros da cidade, inclusive do Lala.

Disse que o indicaria, pediu seu telefone, ele hesitou, mas acabou anotando em um pedaço de papel e passando ao bêbado, que logo em seguida desceu, e deve ter perdido o papel ou trocado por pinga porque nunca ninguém ligou, mas aquele anjo bêbado lhe deixou uma lição que ele jamais esquecerá: siga seus sonhos.