Revólver

Caminhou até o gaveteiro em frente à cama, abriu a última gaveta e tirou uma pequena caixa de madeira. Colocou a caixa sobre a cama e a abriu, o interior da caixa era forrado de veludo vermelho. Tirou de lá um objeto metálico envolvido por uma flanela também vermelha.

Ele tira a flanela, acaricia aquele longo cano, segura pelo cabo e aponta para o espelho, seu reflexo aponta novamente pare ele, mirando em sua testa.

Com o polegar ele faz o tambor rolar, enquanto olha para a culatra, nenhuma câmara vazia, isso não é um jogo.

O tambor para, o cão é acionado com um estalo, agora engatilhada está pronta para o serviço. Ele a levanta e sente a boca do cano gelado na lateral de sua cabeça, o dedo acaricia o gatilho enquanto seu olhar ainda mira o reflexo no espelho.

Ele volta o cão a sua posição de origem, guarda na caixa sem embrulhar na flanela e empurra a caixa para debaixo da cama, ainda não sabe se precisará dela novamente.

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