Parque de Frustrações

O que você faria ao se ver em um parque de diversões, em  meio a patos de borracha, caminhando em fila. E um a um os patos vão caindo, alguns à sua frente, outros que estavam vindo em suas costas?

Nesta situação não adianta reclamar, gritar, chorar, mais cedo ou mais tarde alguma rolha vai acertar sua cabeça e te derrubar. Por isso ele só caminha, aproveita a vida, aproveita a caminhada.

Você pode se sentir feliz ao caminhar ao lado de alguém especial, se assustar quando um pato ao seu lado cair, ficar triste ao ver seus patos favoritos serem dizimados um a um. Nada disso importa, para ele cada segundo que ele perde, é um segundo a menos de vida, por isso ele não se importa nem com ele mesmo.

Infelizmente o cara com a espingarda é cego.

Espingarda, lupas, trovões, rolhas, são só esperanças, só teoria.

Aposto que quando um grão de areia acertar em cheio no seu olho, você vai reclamar.

Mas o que ele sente é pior do que qualquer coisa que acerte sua cabeça, você fica feliz ao chegar ao fim da trilha sem nada te acertar, mas quando a esteira inverte o sentido, e você caminha em círculos, comemorando cada chegada em um novo ponto de partida. Quando você tiver consciência do tédio que é estar de um lado para outro em meio a patos, vai ficar feliz pelo grão de areia, desde que ele te derrube.

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