No Espelho

Sempre te vi imóvel atrás do vidro, que nunca me deixou te tocar;

Seus lábios nunca deixaram de sorrir, enquanto eu sonhava poder tocá-los com os meus; e seus olhos sempre brilhavam, ou talvez fosse apenas o reflexo.

Ouvia segredos sem escutar sua voz, enquanto conversávamos eu tocava o vidro, mas o tempo parecia ser mais veloz.

Um dia caminhando com pensamentos distantes e longe da vidraça, mas ao cruzar aquela praça, alguém me olhou nos olhos; eu sabia que já tinha visto aquele olhar, não sei se vi você em outra pessoa, não sei se vi você passar.

Você em carne e osso, apenas por um momento, alguns segundos ali face a face, mas não ergui minhas mãos, com medo de esbarrar outra vez no vidro.

E depois tudo volta a ser como antes, volta o vidro, volta à imagem paralisada, continuam as previsões que não se realizam, volta à mão no vidro e as lágrimas nos olhos.

Talvez nossos mundos sejam diferentes, talvez sempre exista o vidro entre a gente.

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