Última Chamada Perdida.
Ele levantou, caminhou até a mesa e olhou para o relógio, a ausência do tic tac mostrava que ele não poderia confiar no horário que era mostrado.
- Sempre domingo a tarde.
Ele pega o celular, trinta e duas chamadas não atendidas. O celular vibra, o visor mostra um número que não consta na agenda, mas que ele sabe a quem pertence.
- Quê?
- Como você está?
- Agora importa?
- Sempre importou…
- Não me importo.
- Você sempre na esquiva não é?
- Estou aprendendo a me defender.
- Você poderia me convidar para sair…
- Você continua a mesma.
- Ah, vai ser legal…
- Quando eu quiser fazer algo legal eu te ligo, ok?
- Espere…
Um arremesso, e ele nunca soube o final da frase.
Preferiu caminhar em direção ao vulto atrás da porta entreaberta.