Posted in Devaneios with tags , on 10/abril/2014 by Ernesto de Souza

Se é para fazer loucuras, que façamos juntos.

Por água abaixo

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 2/dezembro/2013 by Ernesto de Souza

Ainda descalça, ela caminhou até a porta.

Ainda deitado, ele a observava.

Ela parou na porta e ajeitou o vestido.

Ele levantou, caminhou até ela, aguardou ela recolocar seus sapatos de salto alto.

Agora na mesma altura se beijaram.

Agora era o apartamento dele que estava cheio de lembranças.

Caminhou por entre os cômodos, refazendo os passos dela.

Chegou ao banheiro e reparou na pia dois fios de cabelo.

O menor era escuro, e o mais longo loiro.

Abriu a torneira, lavou o rosto.

E ao abrir os olhos ainda conseguiu ver os dois fios de cabelos se entrelaçarem como seus corpos minutos antes, e descerem juntos pelo ralo.

Cheiro

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , on 17/novembro/2013 by Ernesto de Souza

Adoro sentir seu cheiro com os lábios próximos a sua pele.

É assim que começa a noite, sentindo seu cheiro com meus lábios próximos a sua mão, quando te convido para me acompanhar nesta dança.

É assim que começa a noite, sentindo seu cheiro com meus lábios próximos a seu pescoço durante a dança.

É assim que começa a noite, sentindo seu cheiro com meus lábios próximos a seu ouvido quando te convido para irmos a outro lugar.

É assim durante toda a noite, sentindo seu cheiro com meus lábios percorrendo todo seu corpo.

E é assim ao fim da noite quando sinto seu cheiro com meus lábios próximo ao meu lençol.

Meu lençol não é você, mas te pertence como tudo que a em mim.

Sentirei sua falta.

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 6/novembro/2013 by Ernesto de Souza

Sentirei sua falta quando acordar e olhar para o lado vazio da cama;

Sentirei sua falta ao não ter com quem brindar meu café pela manhã;

Sentirei sua falta quando não tiver ninguém para disputar o último bolinho;

Sentirei sua falta quando acontecer algo bom, por não ter com quem dividir;

Sentirei sua falta quando acontecer algo ruim, por não ter a quem pedir colo;

Sentirei sua falta ao poder cantar e desafinar e ninguém pedir para que eu pare;

Sentirei sua falta por deixar ás lágrimas caírem, pois ninguém as enxugará.

Sentirei sua falta.

E ao me encarar no espelho e não ver as marcas de beijos e arranhões lembrarei que as cicatrizes são internas e sentirei ainda mais sua falta.

Respire

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21/outubro/2013 by Ernesto de Souza

Respire.

Conte até dez e respire.

O ar entre nos pulmões, ar puro de verdade.

O coração aos poucos começa e descer para o peito.

Seu lugar é ai e não em minha garganta.

Os batimentos cardíacos se normalizam.

Se desligue.

Você está sozinho, mas esta não é sua caverna.

Um dia de cada vez, respire.

Consegue sentir o sangue fluindo?

Você esta vivo.

Isso não parece ser suficiente.

Espere, algo está diferente.

O ar, o ar já não é tão puro.

Os pulmões ardem, o coração volta para a garganta.

O ar está impregnado por aquele perfume.

Aquele cheiro é único.

Achei que nunca mais o sentiria tão perto.

Procurar ou se esquivar?

Não é preciso, ela caminha em sua direção.

Um abraço. Bom te ver.

Como você está?

Imóvel ele não responde.

Terra chamando.

Oi?

Onde estava?

Perdido em seus olhos.

Bobo.

Você continua linda.

Pare.

Tem coisas que não mudam.

Pois é, mas tenho que ir.

Apareça mais vezes, não deixe por conta do destino.

A gente se fala.

Posso te ligar?

Sempre.

Três horas da manhã

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 7/outubro/2013 by Ernesto de Souza

03:00 AM

Noites de sono são raridades.

Insônia X Pesadelo.

Essa noite ele dormiu, e ela veio visitá-lo, mas não veio sozinha.

Disse que estava feliz, queria ele ser a razão de sua felicidade.

Acordou, sentou na cama.

Sensação de vazio.

Colocou os óculos, olhou para o relógio.

Já algumas semanas, quando consegue dormir acorda neste mesmo horário.

Sair este horário?

A madrugada reserva monstros lá fora.

Piores que os monstros do meu espelho?

03:00 AM

Os portões do inferno estão abertos.

Deixai toda esperança ó vós que entrais.

A esperança é a única que morre.

Posted in Devaneios with tags , , , , , , , , , , , , , , on 1/outubro/2013 by Ernesto de Souza

Aproveitou o momento, pediu uma caneta emprestada. Ela abriu o estojo de maquiagem e pegou um lápis.

De olho?

O lápis de olho e os guardanapos servirão.

Lembrar de nunca passar a limpo.

Sujeita a cobrança após o sinal…

Posted in Devaneios with tags , , , , , , , , , , on 30/setembro/2013 by Ernesto de Souza

Não ligue no dia seguinte.

Não ligue no dia depois do dia seguinte.

Não ligue.

Esqueça.

O telefone toca.

Brilho eterno.

Ligou para dar um oi, mas nega o convite.

Já com o telefone na mão disca o número.

Sua chamada está sendo encaminhada.

Sua vida está sendo encaminhada.

Não sei para onde, só sei que não tem volta.

Posted in Devaneios with tags , , , , , , on 27/setembro/2013 by Ernesto de Souza

Sensação eterna de frio na barriga.

Jumanji

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20/setembro/2013 by Ernesto de Souza

A música era boa, mas não vencia o volume dos risos das pessoas que queriam aparecer.

Jogue os dados.

Por entre as pessoas um par de olhos ilumina o caminho, ao lado uma cadeira vazia.

Avance cinco casas.

Sentou, pediu uma bebida.

Avance uma casa.

Aproximou-se e elogiou sua beleza, ela sorriu balançando a cabeça negativamente.

Volte duas casas.

Assopre os dados antes de jogar.

Se me conceder está dança te pago uma bebida. Não é chantagem, é proposta.

Avance três casas.

Durante a dança, sussurrou no ouvido dela o desejo de beijá-la.

Antes de responder a música acabou, trocaram de par.

Passe a vez.

Tentou não perdê-lá de vista por entre os casais rodando.

Volte duas casas.

Voltou para o balcão do bar, onde as bebidas esperavam.

Dado viciado.

Ela voltou, mas não sentou. Disse estar de saída, levou com ela a bebida.

Perde tudo.

Ele observa em cima do balcão, um guardanapo com um telefone.

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